Trump reformula tarifas sobre produtos com aço, alumínio e cobre
02/04/2026
(Foto: Reprodução) Trump no Salão Oval da Casa Branca em 31 de março de 2026.
Reuters/Evan Vucci/File Photo
A Casa Branca publicou nesta quinta-feira (2) uma proclamação presidencial que reformula as tarifas aplicadas pelos Estados Unidos sobre produtos de aço, alumínio e cobre, com mudanças nas alíquotas conforme o tipo de produto.
🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1
As novas regras estabelecem que parte dos itens acabados com participação relevante desses insumos deixarão de enfrentar tarifa de 50% e passarão a ser taxados em 25%.
🔎 Essa taxa será aplicada sobre o valor total do produto. Antes, a tarifa de 50% incidia apenas sobre o valor do metal utilizado nos itens.
Conforme as mudanças, produtos derivados com mais de 15% de aço, alumínio ou cobre em peso terão tarifa de 25% sobre o valor integral da importação. Assim, uma máquina de lavar ou um fogão a gás feitos majoritariamente de aço, por exemplo, terão alíquota fixa de 25%.
Veja os vídeos em alta no g1:
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Apesar da redução em alguns casos, as mudanças podem elevar o custo de diversas importações, ao ampliar a base de cálculo das tarifas, avaliou o jornal norte-americano Wall Street Journal.
Isso ocorre porque a cobrança passará a incidir sobre o valor total dos bens importados, e não apenas sobre o conteúdo de aço ou alumínio de cada produto.
A nova proclamação também estabelece que:
A tarifa de 50% segue válida para produtos de aço, alumínio e cobre classificados como commodities, ou seja, compostos majoritariamente por esses metais.
Determinados itens podem ser reclassificados como commodities se forem feitos quase integralmente desses materiais.
Produtos com menos de 15% de conteúdo metálico ficam fora do regime e passam a pagar a tarifa global mínima de 10% estabelecida por Trump.
Produtos feitos no exterior com metais dos EUA podem ter tarifa reduzida, de 10%.
As mudanças têm como objetivo simplificar um regime tarifário excessivamente complexo, que dificultava a determinação do valor do conteúdo metálico em milhares de produtos derivados — de peças de tratores a pias de aço inoxidável e equipamentos ferroviários.
“Então é mais fácil, mais simples, mais direto. Para muitos produtos, será mais baixo. Para alguns, será um pouco mais alto, mas, em geral, está ok”, disse um alto funcionário do governo Trump à Reuters, acrescentando que o governo discutiu as mudanças com a indústria e recebeu retorno positivo.
A expectativa é que, com a medida, o governo dos EUA arrecade mais com as tarifas sobre aço e alumínio, impostas sob a Seção 232 da Lei de Expansão do Comércio de 1962. A decisão ocorre após a Suprema Corte derrubar, em fevereiro, grande parte das tarifas aplicadas por Trump.
Em resposta, o republicano recorreu a um novo instrumento legal, a Seção 122 da legislação comercial dos EUA, para impor uma tarifa global de 10% sobre produtos importados.
LEIA MAIS:
Trump anuncia tarifa global de 10% após Suprema Corte derrubar tarifaço