Saiba quem era a professora assassinada a facadas por aluno em Porto Velho

  • 07/02/2026
(Foto: Reprodução)
Aluno mata professora a facadas em Rondônia; Justiça converte prisão em flagrante do estudante em preventiva “Mais do que uma professora, um ser humano”. É assim que o estudante Marisson Dourado descreve Juliana Santiago, professora do Centro Universitário Aparício Carvalho (Fimca), assassinada por um aluno dentro da instituição, em Porto Velho. O caso é investigado como feminicídio. Juliana tinha 41 anos. Era escrivã da Polícia Civil e também atuava como professora de Direito Penal. Em entrevista ao g1, Marisson, que era aluno da professora, contou que Juliana era uma pessoa otimista, positiva e acolhedora. Segundo ele, ela estava sempre preocupada em inovar e tornar as aulas mais leves e dinâmicas. "Sabia identificar as nossas limitações, sabia identificar as nossas fragilidades e quase que com as próprias mãos tinha o prazer de ensinar e de transportar a gente. Empregou didáticas completamente novas. Fazia seminários completamente diferentes, com teatro", disse. Marisson relembra que, pouco antes de morrer, Juliana havia prometido que sua disciplina seria a melhor da semana. Ele também destacou a fé da professora e a forma como ela motivava os alunos. "Ela falou no reencontro: 'Olha, esse semestre eu vou ter um desafio, porque a minha matéria, que é de Direito Processual Pedal, será a matéria de sexta-feira. Então vocês podem ter certeza, vai ser a melhor matéria da semana'. Ela estava totalmente motivada para fazer uma aula diferente, sempre alimentando a gente também com a fé", disse. Determinada a cumprir a promessa, Juliana preparou atividades diferentes para a turma. Em uma das aulas, organizou um quiz e distribuiu chocolates para os alunos que acertaram as perguntas. Entre os vencedores estava João, autor do crime. "Aconteceu e João foi um dos ganhadores. Recebeu o chocolate da professora e ainda a abraçou", relembrou. 'Me ajudou a conseguir' Marisson contou que a professora teve um papel decisivo em sua permanência na faculdade. Segundo ele, Juliana foi fundamental para que ele não desistisse dos estudos diante das dificuldades. "Eu tenho muita dificuldade de concluir o ensino superior e a professora Juliana me ajudou. Ela me ajudou a passar. Ela me ajudou a quebrar um karma. Me ajudou a quebrar um karma de desistência. Ela pegou na minha mão e me trouxe até o quinto período, que é onde eu estou agora", relembrou. Para o estudante, Juliana era mais do que uma professora. Ele afirma que ela não se dedicava apenas à formação profissional, mas também à transformação pessoal dos alunos. "Uma inspiração. Uma inspiração para os alunos, uma inspiração para os outros professores, uma inspiração para a sociedade. Uma perda irreparável para toda a comunidade acadêmica. É como se eu tivesse ficado órfão. Academicamente, é como se eu tivesse perdido uma mãe", disse emocionado. O crime Professora morre depois de ser atacada a facadas por aluno em faculdade A professora de direito Juliana Santiago morreu na noite desta sexta-feira (6) após ser atacada a facadas por um aluno dentro de uma sala de aula do Centro Universitário Aparício Carvalho (Fimca), faculdade particular localizada em Porto Velho. De acordo com testemunhas, o crime aconteceu depois da aula. O aluno do 5° período de direito, João Cândido, aguardou a professora ficar sozinha e começou uma discussão. Na sequência, ele atacou Juliana a facadas. Ela foi atingida nos dois seios, além de sofrer uma laceração no braço. Juliana foi socorrido por alunos e levada até o Hospital João Paulo II, mas morreu antes mesmo de ser atendida. Após o crime, João tentou fugir, mas foi rendido por um aluno que é policial militar. Imagens feitas por pessoas que estavam na instituição mostram o homem sendo contido logo após o ataque. Em depoimento à polícia, João afirmou que manteve um relacionamento com a professora por cerca de três meses e que cometeu o crime por vingança, após saber que ela teria retomado o relacionamento com o ex-marido. A versão, no entanto, não foi confirmada pela família da professora nem pelas autoridades. Ainda segundo o relato do autor à polícia, a faca usada no crime teria sido dada pela própria professora. Ele afirmou que, um dia antes do ataque, Juliana lhe presenteou com um doce de amendoim dentro de uma vasilha, acompanhado da faca utilizada no homicídio. A faculdade emitiu uma nota de pesar e suspendeu as aulas por três dias. Várias instituições também lamentaram a morte da professora e repudiaram o crime. Juliana Santiago Reprodução/redes Sociais Juliana Santiago Reprodução/redes Sociais Juliana Santiago, vítima Reprodução/redes sociais João Junior, suspeito Reprodução/redes sociais

FONTE: https://g1.globo.com/ro/rondonia/noticia/2026/02/07/saiba-quem-era-a-professora-assassinada-a-facadas-por-aluno-em-porto-velho.ghtml


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