Ex-reitor denunciado à Justiça por desvio milionário na UERR diz ser alvo de 'narrativa'

  • 13/02/2026
(Foto: Reprodução)
Regys Odlare Lima de Freitas está no cargo de reitor desde 2015 UERR/Divulgação O ex-reitor da Universidade Estadual de Roraima (UERR), Regys Odlare Lima de Freitas, negou, nesta sexta-feira (13), as acusações de que estaria destruindo provas do suposto desvio milionário na instituição. Ele é alvo de um pedido de prisão preventiva feito pelo Ministério Público (MP) de Roraima. Regys classificou a acusação de adulteração no Sistema Integrado de Planejamento, Contabilidade e Finanças (Fiplan) como "tecnicamente impossível". Segundo ele, os exercícios financeiros de 2016 a 2022 já foram auditados e fechados, o que impediria alterações retroativas. No entanto, a investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) contradiz a versão do ex-reitor. No pedido de prisão, os promotores sustentam que a adulteração de dados financeiros do passado está acontecendo neste momento MP pede prisão de ex-reitor da UERR por tentativa de destruir provas de desvio milionário O MP identificou que os registros no sistema começaram a ser modificados em dezembro de 2025, logo após a polícia iniciar os interrogatórios sobre o caso, com alteração de valores antigos para "mascarar o superfaturamento" dos contratos investigados, segundo o MP. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp Em nota enviada pela defesa, Regys afirma que não possui senhas ou acesso administrativo à universidade desde janeiro de 2024, quando deixou o cargo. Na investigação do MP, foi identificado que servidores seguem fazendo alterações no sistema financeiro da UERR por ordem do investigado. "Confio plenamente na competência da Justiça para analisar todos os detalhes deste caso ediferenciar a verdade de narrativas criadas para desviar o foco da real gestão da Universidade", diz o ex-reitor em pronunciamento. A denúncia do MP aponta que a organização criminosa não depende apenas do ex-reitor, mas opera por meio de uma rede de servidores da UERR que continuam em seus cargos. Ao g1, a UERR esclareceu que possui sindicâncias administrativas em andamento. Segundo a instituição, os procedimentos visam apurar os fatos e possíveis desvios de conduta de forma rigorosa, com resultados a serem divulgados em respeito aos prazos legais. Documento forjado Em documento anexado à denúncia contra Regys, o Ministério Público rebate a tese de "falta de acesso". Isso porque o MP anexou provas de que, mesmo após deixar a reitoria, Regys criou um procedimento administrativo falso e retroativo para tentar "consertar" irregularidades em contratos passados. A fraude foi descoberta porque o próprio Regys entregou cópias desse processo à Polícia, alegando que se tratava de uma "reconstituição de autos" que teriam "supostamente desaparecido" dos arquivos da UERR durante uma intervenção governamental. O atual reitor da universidade, Cláudio Travassos, ao ser questionado, enviou um ofício informando que desconhecia completamente o processo entregue por Regys à polícia. "Ficando evidente ao meu juízo que o anterior Reitor da nossa Instituição de Ensino Superior continua interferindo de forma desautorizada na atual gestão na atual gestão desta Universidade Pública", disse o atual reitor da UERR, no documento anexado à denúncia do MP. Veja reportagem sobre Regys Freitas: MP denuncia ex-reitor da UERR e empresários por desvio de R$ 15 milhões em contratos Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.

FONTE: https://g1.globo.com/rr/roraima/noticia/2026/02/13/ex-reitor-denunciado-a-justica-por-desvio-milionario-na-uerr-diz-ser-alvo-de-narrativa.ghtml


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