Comandante de grupo de elite da polícia é dispensado após ser preso por usar viatura para traficar em MS
21/02/2026
(Foto: Reprodução) Esquema usava viatura caracterizada para driblar fiscalização, aponta investigação
Reprodução
O policial penal Antonio Fernando Martins da Silva, comandante do Grupo Tático de Escolta (GTE), foi dispensado do cargo nesta sexta-feira (20), após ser preso suspeito de usar viatura oficial para transportar drogas em Mato Grosso do Sul.
Ele foi alvo da Operação Rota Blindada, deflagrada, nessa quinta-feira (19), em Corumbá (MS), pela Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar). A investigação apura a atuação de um grupo suspeito de tráfico de drogas entre Corumbá e Campo Grande.
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O g1 não localizou a defesa do policial até a última atualização desta reportagem.
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Uso de viatura para transportar droga
Segundo a Denar, o policial usava a função e uma viatura caracterizada para fazer o transporte da droga. A estratégia, conhecida no meio criminoso como “frete seguro”, consistia em utilizar veículo oficial para reduzir o risco de fiscalização nas rodovias.
Conforme os investigadores, a estrutura era usada para dar aparência de legalidade ao transporte e evitar abordagens.
Na operação, foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e seis de busca e apreensão em Campo Grande e Corumbá. A ação contou com apoio do Grupo Armado de Repressão a Roubos, Assaltos e Sequestros (Garras), da 1ª Delegacia de Polícia de Corumbá e da Delegacia de Polícia de Ladário.
Acompanhamento da Corregedoria
As medidas judiciais envolvendo o policial penal foram acompanhadas pela Corregedoria da Polícia Penal, que atuou para garantir a regularidade e a transparência dos procedimentos.
A investigação foi coordenada pela Denar, com apoio da Gerência de Inteligência do Sistema Penitenciário (Gisp), que colaborou com o compartilhamento de informações estratégicas.
Em nota, as forças de segurança afirmaram que a operação é mais uma etapa das ações permanentes de combate ao tráfico de drogas no estado e reforça o compromisso das instituições em responsabilizar todos os envolvidos, inclusive agentes públicos que utilizem o cargo para práticas ilegais.
O que diz a Agepen
A Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) informou que a conduta investigada configura desvio individual, absolutamente incompatível com os princípios que regem a Polícia Penal e não reflete a postura institucional.
A Corregedoria-Geral da Agepen instaurou procedimento administrativo para apuração rigorosa dos fatos, com a adoção de todas as medidas administrativas e legais cabíveis. O processo seguirá os trâmites legais, assegurando o devido processo legal, a ampla defesa e o contraditório.
A instituição mantém política permanente e implacável de combate a desvios de conduta, com fiscalização contínua, corregedoria atuante e mecanismos internos de controle. Eventuais irregularidades são tratadas com absoluto rigor e transparência.
A Agepen atua pautada na integridade institucional, legalidade e confiança da sociedade, não compactuando com qualquer prática que comprometa a missão da Polícia Penal.
A instituição também trabalha de forma integrada com as demais forças de segurança, inclusive por meio de seu serviço de inteligência, mantendo cooperação permanente no enfrentamento ao crime e no combate a qualquer prática ilícita.